07 agosto 2015

UM SONETO PARA SOLANGE

(em cujas mãos a excelência habita)

Vejo tua alma, nos pincéis e tintas...
Alma que baila sobre cada tela,
deixando rastros de paixões extintas...
E a espera eterna ... Diante da janela.

Quanta emoção, nas cores tão distintas...
Traçado firme, que a mestra, revela.
Linhas perfeitas, leves... Quando pintas,
o eterno entrega-se à tua aquarela.

E a vida tece brandos movimentos,
qual nuvens brincam ao cantar dos ventos,
e o sol se deita nos braços do mar.

E o tempo é forma, em sutil aparência...
Em cada ciclo, surge nova essência,
a refazer-se sob o teu olhar.


- Patricia Neme –